24 de janeiro de 2014

Resenha: A Culpa é das Estrelas!



Autor:John Green
Editora:Intrínseca
Avaliação:5 estrelas

Eu estava tentando esperar a modinha do autor passar, mas não consegui ganhei o livros e fui imediatamente ler. Amei. Sofri, ri, chorei... como eu chorei, mas isso eu já sabia!
Eu passei longe de muitas notícias e spoilers sobre o livro, justamente por querer que ele me surpreenda de alguma forma, pois quando se lê a sinopse, e os comentários por ai, a gente sabe, que alguém morre e que você vai chorar por isso, mas eu ainda bem não sabia quem morria, ou que doenças tinha, ou se os dois tinham...  E a história fluiu de uma forma quase imprevisível pra mim.
August é um personagem incrível, o garoto que fumava não fumando, das frases fluidas, do sarcasmo e o jeito incrível como lidava com a situação em que vivia. E que tem um medo terrível de ser esquecido. E claro, com uma beleza e charme que só ele poderia definir.

Personagens secundários, como o sempre chorão Pai de Hazel, o amigo cego que levou um pé na bunda um dia antes de ficar cego...  A mãe forte que tenta seguir a vida, sabendo que a qualquer momento pode não ser mais mãe. E a garota que sabe que seus dias estão contados, e que leva essa realidade com total clareza dos fatos... que reclama dos seus pulmões de araque, mas agradece a eles por ainda estarem funcionando.
A culpa é das Estrelas é uma história muito bonita, que retrata a condição humana, a terrível condição humana, com poesia, humor, raiva, aceitação, e amor.  Alguns infinitos são amores que os outros, até então eu nunca tinha pensando nisso em seu real sentido, de que uns tem mais chances, e outros tem que se contentar com o que vier.

"Mas todo mundo deveria ter um amor verdadeiro, que deveria durar pelo menos até o fim da vida da pessoa."

Quando eu comecei a ler, pensei que seria a história de dois jovens condenados pela saúde que se apaixonavam e não teriam um final feliz, de fato não tem, mas não é bem assim.... É a história de dois jovens que se apaixonam e vivem um amor, e que sabem que para eles não existem um para sempre. Que estão vivendo o último capítulo de suas vidas.
John Green foi muito feliz em como contar essa história, poderia ser mais um drama sensacionalista, mas não foi, é inspirador. A gente para pra pensar em como as coisas são, em como a vida é injusta, em como o infinito é só uma matemática que não é exata.
Não acho que eles se apaixonaram à primeira vista, foi aos poucos, com receio, afinal quem gostaria de namorar uma granada? 
Os dois partem em busca do final de um livro sem final... e no decorrer dessa pequena aventura, se veem apaixonados, um amor singular, sem expectativas, só amor, e nada mais.
Eu sabia que eu ia chorar, só não pensei que ia sofrer junto, e com vontade de pedir que John Green escreva um final para o restante dos personagens, tal como o livro Uma Aflição imperial ( Que sim, eu fui procurar pra ver se existe mesmo, e fiquei contente que não exista, acho que perderia o encanto)

Não vou dizer que fiquei um pouco entediada com algumas cenas, mas o livro em si, é muito bom, e eu super recomendo!!  

E obviamente estou ansiosa para o filme, mesmo já sentindo que não vai ser como eu esperava, mas que seja bom!! vou levar os lencinhos... e imagino todo mundo fungando no cinema.  haha.