Autor:John Green
Editora:Intrínseca
Avaliação:5 estrelas
Eu estava
tentando esperar a modinha do autor passar, mas não consegui ganhei o livros e
fui imediatamente ler. Amei. Sofri, ri, chorei... como eu chorei, mas isso eu
já sabia!
Eu passei
longe de muitas notícias e spoilers sobre o livro, justamente por querer que
ele me surpreenda de alguma forma, pois quando se lê a sinopse, e os
comentários por ai, a gente sabe, que alguém morre e que você vai chorar por
isso, mas eu ainda bem não sabia quem morria, ou que doenças tinha, ou se os
dois tinham... E a história fluiu de uma
forma quase imprevisível pra mim.
August é um
personagem incrível, o garoto que fumava não fumando, das frases fluidas, do
sarcasmo e o jeito incrível como lidava com a situação em que vivia. E que tem
um medo terrível de ser esquecido. E claro, com uma beleza e charme que só ele
poderia definir.
Personagens
secundários, como o sempre chorão Pai de Hazel, o amigo cego que levou um pé na
bunda um dia antes de ficar cego... A
mãe forte que tenta seguir a vida, sabendo que a qualquer momento pode não ser
mais mãe. E a garota que
sabe que seus dias estão contados, e que leva essa realidade com total clareza
dos fatos... que reclama dos seus pulmões de araque, mas agradece a eles por
ainda estarem funcionando.
A culpa é
das Estrelas é uma história muito bonita, que retrata a condição humana, a
terrível condição humana, com poesia, humor, raiva, aceitação, e amor. Alguns infinitos são amores que os outros,
até então eu nunca tinha pensando nisso em seu real sentido, de que uns tem
mais chances, e outros tem que se contentar com o que vier.
"Mas todo mundo deveria ter um amor verdadeiro, que deveria durar pelo menos até o fim da vida da pessoa."
"Mas todo mundo deveria ter um amor verdadeiro, que deveria durar pelo menos até o fim da vida da pessoa."
Quando eu
comecei a ler, pensei que seria a história de dois jovens condenados pela saúde
que se apaixonavam e não teriam um final feliz, de fato não tem, mas não é bem assim....
É a história de dois jovens que se apaixonam e vivem um amor, e que sabem que
para eles não existem um para sempre. Que estão vivendo o último capítulo de
suas vidas.
John Green
foi muito feliz em como contar essa história, poderia ser mais um drama
sensacionalista, mas não foi, é inspirador. A gente para pra pensar em como as
coisas são, em como a vida é injusta, em como o infinito é só uma matemática
que não é exata.
Não acho que
eles se apaixonaram à primeira vista, foi aos poucos, com receio, afinal quem
gostaria de namorar uma granada?
Os dois
partem em busca do final de um livro sem final... e no decorrer dessa pequena
aventura, se veem apaixonados, um amor singular, sem expectativas, só amor, e
nada mais.
Eu sabia que
eu ia chorar, só não pensei que ia sofrer junto, e com vontade de pedir que
John Green escreva um final para o restante dos personagens, tal como o livro Uma
Aflição imperial ( Que sim, eu fui procurar pra ver se existe mesmo, e fiquei
contente que não exista, acho que perderia o encanto)
Não vou
dizer que fiquei um pouco entediada com algumas cenas, mas o livro em si, é
muito bom, e eu super recomendo!!
E obviamente estou ansiosa para o filme, mesmo já sentindo que não vai ser como eu esperava, mas que seja bom!! vou levar os lencinhos... e imagino todo mundo fungando no cinema. haha.
