24 de janeiro de 2014

Resenha: Cidades de Papel, Por John Green



Autor: John Green 
Editora: Intrínseca
Categoria: Literatura Estrangeira / Romance
Avaliação: 3 estrelas

Cansativo.

Acho que essa palavra define bem a narrativa de Cidades de Papel.... eu já tinha lido algumas resenhas sobre o livro, por isso não fiquei com tanta expectativa.  É o segundo livro do João Verde que leio, o primeiro claro, foi A culpa é das EstrelasSabe aquele livro que te arrasta por páginas e mais páginas de puro (quase nada) ?, só pra quando chegar as páginas finais mostrar algo satisfatório? Pois bem, é bem assim o livro pra mim. Queria pode chamar de montanha russa, mas nem isso posso.
Conta a história de Quentin Jacobsen (Q) e sua busca pelo seu amor platônico, Margo Roth Spiegelman, que vai embora de casa, misteriosamente, deixando pra eles pista de onde está seu paradeiro.  Margo e Q foram amigos de infância, mas o tempo os afastou, até que um dia ele aparece na janela do seu quanto, tal como fazia quando crianças, convidado ele a participar de uma noite de aventuras. Depois dessa noite ela vai embora, e Q sem saber o que fazer tenta a todo custo desvendar as pistas e encontrá-la viva ou morta.


Quentin é um personagem sem muito carisma, mas não tem como não sentir afeição por ele, junto com seus dois amigos, Bem e Radar forma um trio engraçado de amigos verdadeiros.  O maior problema do livro pra mim foi a narração, lenta e sem emoções... mais de 200 páginas e não acontece nada de impressionante, instigante ou arrebatador... gosto de narrativas simples, mas exagerou, oi quase amadora... o livro é tido como hilário, mas pra mim não foi bem assim, como eu disse só nos ultimas 50 páginas a história começou a fluir como deveria... a viagem deles em busca dela, foi muito engraçada, um frescor depois de tanto tédio.

"Ir embora é uma sensação boa e pura apenas quando você abandona uma coisa importante, algo que tem significado. Arrancando a vida pela raiz. Mas só se pode fazer isso quando sua vida já criou raízes.guarda roupa planejado."

Q é aquele personagem que indaga demais consigo mesmo, não acontece nada na vida dele, é só ele pensando consigo mesmo onde ela está como está e por ai vai.  Os personagens secundários são interessantes sim... mas nada de excecional. 
Não tem como falar muito da história sem dar spoilers, justamente porque o livros tem umas 100 páginas “inúteis’’  o começo e o fim são bons, e o meio... bem eu já disse o que eu acho.
João Verde é muito bom em filosofar, ele tem uma capacidade maravilhosa de criar frases de afeito, de falar da alma, de questões banais de forma totalmente poética, citações essas que nos fazem marcar pra não esquecer, essa é a sua melhor qualidade... mas no quesito história, deixou a desejar.
Se eu indico o livro?  Sim, o final é satisfatória, a poesia é bonita, mas claro se você tiver paciência pra cruzar uma jornada cansativa pra chegar nele.  Tenho feito uma maratona Jhon Green, e isso só me mostrou como modinhas são perigosas, e ele é muito superestimado.  Claro cada leito tem uma visão e sente o livro de uma forma.  Eu demorei duas semanas para termina-lo o que estou considerando um Record negativo.